Nova York, 5 de fevereiro de 2026, 10:03 EST — Sessão regular
- A prata à vista despencou cerca de 13% no início das negociações nos EUA após uma forte queda durante a noite.
- ETFs atrelados à prata caíram junto com o metal, com operadores atribuindo o movimento à baixa liquidez e à intensa venda de futuros.
- A atenção agora se volta para a divulgação remarcada dos dados de trabalho e inflação dos EUA após a breve paralisação.
Os preços da prata despencaram novamente na quinta-feira, apagando uma breve alta enquanto investidores recuavam dos metais preciosos voláteis. Às 9h47 ET, a prata à vista havia caído 12,8%, para US$ 76,94 a onça. (Investing)
O ETF iShares Silver Trust (SLV), amplamente usado para acompanhar a prata nos mercados dos EUA, caiu junto com o metal. O SLV era negociado a US$ 67,39, abaixo do fechamento anterior de US$ 79,18, segundo Investing.
A rápida mudança de sentimento desde a alta recorde da semana passada ficou evidente. A Reuters observou que a prata chegou a despencar quase 17% mais cedo na sessão. Analistas atribuíram o movimento à realização de lucros após dois dias seguidos de ganhos, ao fortalecimento do dólar e à diminuição das tensões geopolíticas. “O mercado ainda não encontrou um equilíbrio”, disse Carsten Menke, do Julius Baer. Ole Hansen, do Saxo Bank, apontou para “vendas pesadas” assim que a prata atingiu resistência em torno de US$ 90,50 — um nível de preço que tende a atrair vendedores. (Reuters)
As commodities recuaram em sua maioria, já que investidores se afastaram da recente corrida por ativos reais após o acordo entre Washington e Teerã para negociações, além de uma ligação positiva entre líderes dos EUA e da China, informou a Reuters. Christopher Wong, do OCBC, disse que as perdas estavam “se retroalimentando” em meio à baixa liquidez, enquanto o dólar mais forte pressionava os preços ao tornar as commodities cotadas em dólar mais caras para compradores fora dos EUA. (Reuters)
Os ativos de risco voltaram a sofrer. As ações globais caíram pelo sétimo dia consecutivo, enquanto o índice do dólar americano pairava próximo ao maior nível em duas semanas, informou a Reuters. Investidores estão apreensivos com pressões de custos impulsionadas por IA e mudanças nos rendimentos. Nesse cenário, a prata caiu quase 12%, sendo negociada a cerca de US$ 77,3 a onça antes da abertura dos mercados dos EUA, com o ouro em queda de cerca de 2%. (Reuters)
O choque da prata agora se espalha além dos mercados futuros e balcões de metais. A joalheria Pandora anunciou que está transferindo alguns designs para banho de platina para evitar as fortes oscilações nos custos da prata. “Somos uma marca de joias, não negociantes de prata”, disse a CEO Berta de Pablos-Barbier à Reuters. (Reuters)
Os operadores enfrentam um desafio não só de direção, mas também de ritmo. O mercado menor da prata e as posições alavancadas generalizadas podem rapidamente transformar uma manchete macro rotineira em vendas forçadas — e depois desencadear ainda mais vendas, especialmente à medida que a liquidez seca entre os fusos horários.
Dito isso, o comércio não é unidirecional. Um novo aumento nas tensões geopolíticas, uma retração do dólar ou uma mudança para expectativas de taxas mais baixas podem atrair compradores de volta rapidamente. A prata já provou que pode se recuperar fortemente quando as apostas ficam desequilibradas.
O foco se volta para os dados dos EUA que podem remodelar as perspectivas para as taxas e o dólar. O relatório de emprego de janeiro, adiado por uma breve paralisação do governo, agora está programado para ser divulgado em 11 de fevereiro, confirmou o Bureau of Labor Statistics. Os números do CPI de janeiro serão divulgados em 13 de fevereiro, enquanto o relatório adiado de vagas de emprego JOLTS de dezembro está previsto para esta quinta-feira. (Reuters)