Nova York, 5 de fevereiro de 2026, 14h40 ET — Sessão regular
- As ações da Tapestry subiram cerca de 11% após os resultados positivos do trimestre de festas da empresa e uma elevação na projeção para o ano inteiro
- Receita da Coach dispara 25%, impulsionada pelas bolsas Tabby; vendas da Kate Spade caem novamente
- Operadores observam tensões tarifárias, força das marcas e o próximo relatório de resultados
As ações da Tapestry Inc subiram cerca de 11% na tarde de quinta-feira, impulsionadas pelo aumento da projeção anual do proprietário da Coach após um forte trimestre de festas. O papel subiu US$ 14,57, para US$ 144,49, tendo atingido US$ 145,40 mais cedo no dia.
Essa mudança é significativa agora, já que bolsas servem como um importante indicador de poder de precificação no varejo discricionário, especialmente entre consumidores de alta renda. Quando uma marca de “luxo acessível” apresenta resultados acima do esperado, pode rapidamente atrair capital de volta para o setor.
Investidores estão focando em empresas que conseguem crescer sem depender fortemente de grandes descontos, especialmente enquanto tarifas e promoções confundem os resultados do varejo. A Tapestry transmitiu uma mensagem clara: a demanda permaneceu forte, as margens melhoraram e a projeção foi elevada.
A Tapestry reportou um aumento de 14% nas vendas líquidas em seu segundo trimestre fiscal, chegando a US$ 2,50 bilhões. O lucro ajustado ficou em US$ 2,69 por ação. A margem bruta da empresa subiu para 75,5%, com a margem operacional ajustada—ou seja, a parcela das vendas que resta após as despesas operacionais—atingindo 28,8%. Os números ajustados excluem itens não recorrentes. Para referência, um ponto-base equivale a um centésimo de ponto percentual.
Consumidores da Geração Z de alta renda impulsionaram a forte demanda pelas bolsas Tabby da Coach, com preços de US$ 295 a US$ 725, elevando a receita da marca em 25% para US$ 2,14 bilhões e superando concorrentes como a Michael Kors, da Capri, segundo dados da LSEG. Simeon Siegel, analista da Guggenheim Securities, elogiou a Coach por “fazer um trabalho notável” ao convencer consumidores a aceitarem preços mais altos. A CEO Joanne Crevoiserat disse que a empresa pretende transformar a Coach em uma “marca de US$ 10 bilhões”, citando um aumento de cerca de 40% nos gastos com marketing. Enquanto isso, as vendas da Kate Spade caíram 14% neste trimestre, aprofundando uma sequência negativa de 13 trimestres. A Tapestry também destacou desafios com tarifas e o fim da isenção de impostos “de minimis” dos EUA para remessas de baixo valor. 1
Ainda assim, a alta depende em grande parte de uma marca se manter forte. Caso a demanda pela Coach diminua ou a Kate Spade precise de descontos maiores para girar o estoque, a história das margens pode se desfazer rapidamente—especialmente se as políticas comerciais voltarem a se endurecer.
A Tapestry informou que tarifas e impostos reduziram a margem bruta em cerca de 190 pontos-base neste trimestre. Para o ano inteiro, a empresa prevê um impacto negativo de cerca de 200 pontos-base, mas pretende mais do que compensar isso com aumentos de preços e cortes de custos. Os investidores ficarão atentos a como essa estratégia funcionará, já que a empresa passa a comprar cada vez mais de países como Índia, Vietnã e Camboja, que enfrentam tarifas altas dos EUA.
As ações da Tapestry dispararam mesmo enquanto Wall Street caiu em uma liquidação impulsionada por tecnologia, provocada por nervosismo sobre as perspectivas de gastos da Alphabet e a orientação da Qualcomm. Os investidores também se prepararam para os resultados da Amazon, previstos para após o fechamento. 2A Tapestry está projetando uma receita fiscal de 2026 superior a US$ 7,75 bilhões, com um lucro ajustado por ação (EPS) entre US$ 6,40 e US$ 6,45. A empresa também aumentou o retorno esperado aos acionistas para US$ 1,5 bilhão por meio de dividendos e recompras, sendo cerca de US$ 1,2 bilhão provenientes de recompras. Os investidores estão de olho em 6 de março, data de corte para o dividendo trimestral de US$ 0,40, e nos resultados do terceiro trimestre, previstos para 7 de maio.